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D r e a m F a c t o r y

D r e a m F a c t o r y

Solidão com Wi-Fi...

Quando é que o beijo de boas noites foi trocado por uns Likes numa qualquer publicação? Em que momento é que o abraço se transformou em costas voltadas e caras iluminadas pela luz do telemóvel? Quando é que conversar cara a cara passou a ser este silêncio gritante?

Quando é que nos tornámos tão “ligados” ao mundo e tão perdidos de nós?

Sofro por ver robots que ignorando o ser humano com quem compartilham a vida, escolhem primeiro, ver os emails do trabalho porque pode existir algo urgente, responder no Whatup, passear no Facebook ou no Instagran porque senão como vamos saber o que andam a fazer os nossos “amigos”, passar os olhos pelas capas dos jornais pois temos de estar actualizados, ver o tempo ou o trânsito, marcar as aulas do ginásio,...e todo um rol de coisas mais ou menos utéis que nos perdem e nos afastam das pessoas de carne e osso que nos rodeiam, que realmente partilham connosco as dificuldades e as alegrias que corremos a postar.

O telemóvel tornou-se uma extensão de nós, esquecermo-nos dele ou ficar sem bateria é hoje ficar isolado, incontactável, sozinho numa multidão de pessoas solitárias mas ligadas ao mundo.

Aquilo em que acredito, que para mim é como o wi-fi, não preciso de ver para saber que existe, diz-me que ainda vamos a tempo de conscientemente remendar isto e redescobrir novas formas de sermos ainda mais humanos, mais próximos, mais atentos aos nossos.

Dá importância ao que é realmente importante, porque como em quase tudo na Vida, Equilibrio precisa-se!

Que as redes trabalhem connosco e para nós, mas que não nos aprisionem...

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